PR 323 poderá  passar a ser de responsabilidade do governo Federal

PR 323 poderá passar a ser de responsabilidade do governo Federal


Depois da novela que já dura pelo menos oito anos, a duplicação da PR 323 entre Paiçandu e Francisco Alves, que passa por trechos urbanos de Umuarama, Cianorte e Cruzeiro do Oeste,   deverá se tornar realidade.

A garantia foi dada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) durante reunião realizada na quarta-feira (6) na sede da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios) com a Comissão em prol da duplicação.

Além da Comissão, que é formada por entidades da sociedade civil organizada, também participaram do encontro prefeitos e deputados de Umuarama e da região.

Em entrevista ao programa Bianca News nesta quinta-feira (7) o presidente da Comissão, engenheiro civil Sergio Frederico, afirmou que ficou esperançoso e contente com a reunião.

Segundo ele, a expectativa agora é para o anúncio da duplicação de um trecho de quatro quilômetros entre os trevos do posto Gauchão e de acesso a Mariluz, na saída de Umuarama, que deverá ser feito durante a Expo Umuarama, que acontece em março.

Durante a entrevista ele também atualizou as informações de como estão o andamento das obras de duplicação de 20 quilômetros entre Paiçandu e Doutor Camargo, além das obras de manutenção.

Histórico 

A duplicação da PR 323 entre Paiçandu e Francisco Alves, que passa pelos trechos urbanos de Umuarama, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, entre outras cidades importantes do Noroeste, era uma promessa de campanha do governador Beto Richa (PSDB) assinada em cartório em 2010.

O trecho de 220 quilômetros é a principal ligação com o estado de São Paulo além de uma rodovia de extrema importância para o transporte da produção agrícola do Sul do país em direção ao centro Oeste brasileiro.

Com um custo estimado em R$ 6 bilhões de reais ela seria realizada através de uma PPP (Parceria Publico Privada). O Estado até chegou a assegurar os recursos, mas a Odesbrecht, empresa que encabeçava o Consórcio ROTA 323, que venceu o processo de licitação para a execução da obra, não conseguiu os recursos necessários junto ao BNDS para dar início a duplicação.

O dinheiro foi negado por conta do envolvimento da empresa em esquemas de corrupção apontados pela Operação Lava Jato, um dele inclusive apontava que a obra teria sido um acerto de campanha por conta de doações feitas pela empresa a uma das campanhas eleitorais ao governo do Estado. 

O valor seria de R$ 2 milhões que seriam pagos em quatro parcelas de R$ 500 mil, mas apenas um pagamento teria sido feito.  O dinheiro voltaria para a empresa através de contratos superfaturados de serviços de manutenção.

Em outubro de 2016 um acidente em Cafezal do Sul, que ainda não foi completamente esclarecido, matou 21 pessoas que viriam consultar em Umuarama. Elas estavam em um ônibus da prefeitura de Altônia que bateu de frente com um caminhão. Todas as vítimas morreram carbonizadas.

A história passa por um novo capítulo depois que a vice-governadora Cida Borghetti (PP) assumiu o governo do Paraná, em abril de 2017, época em que Beto Richa renunciou o mandato para concorrer ao Senado.

Uma licitação foi feita e a obra, depois de ter passado por dezenas de readequações sugeridas pelo Tribunal de Contas do estado do Paraná (TCE-PR), foi iniciada. Apesar do ritmo lento vem acontecendo e o prazo de entrega é de dez anos.

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