Comissão deve pedir reunião com governo para atualizar informações sobre a PR 323

Comissão deve pedir reunião com governo para atualizar informações sobre a PR 323


Representantes da Comissão em prol da duplicação da PR 323 devem pedir uma reunião com o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). A intenção é atualizar as informações sobre os trechos da rodovia que já foram anunciados e que serão duplicados.

A informação foi dada nesta quinta-feira (11) pelo presidente da Comissão, engenheiro civil Sérgio Frederico, que conduziu a primeira reunião do grupo formado por entidades da sociedade civil organizada.

As obras do primeiro trecho da rodovia, 40 quilômetros entre Paiçandu e Doutor Camargo, licitados ainda no ano passado,  já tiveram início com a preparação do local.

A expectativa agora é para a licitação e o início das obras nos trechos urbanos de Umuarama e Cianorte. Em recente visita a Umuarama o governador havia liberado as assinaturas de três licitações de obras e projetos de duplicação da rodovia.

Na ocasião foi anunciada a liberação de R$ 50 milhões para a execução da obra de duplicação de 4,2 quilômetros da entre o trevo Gauchão e o acesso a Mariluz, no perímetro urbano de Umuarama.

A obra também incluiria a implantação de 3 km de vias marginais, além de duas trincheiras, uma no trevo Gauchão e outra no acesso a Mariluz.

Recentemente o Ministério Público do Trabalho de Umuarama notificou os secretários de Estado sobre a necessidade da duplicação. O procurador André Vinicius Melatti, que emitiu o documento, trabalha em ações que estão em andamento para que o estado agilize obra por completo. 

 

Histórico

A duplicação da PR 323 entre Paiçandu e Francisco Alves, que passa pelos trechos urbanos de Umuarama, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, entre outras cidades importantes do Noroeste, era uma promessa de campanha do governador Beto Richa (PSDB) assinada em cartório em 2010.

O trecho de 220 quilômetros é a principal ligação com o estado de São Paulo além de uma rodovia de extrema importância para o transporte da produção agrícola do Sul do país em direção ao centro Oeste brasileiro.

Com um custo estimado em R$ 6 bilhões de reais ela seria realizada através de uma PPP (Parceria Publico Privada). O Estado até chegou a assegurar os recursos, mas a Odesbrecht, empresa que encabeçava o Consórcio ROTA 323, que venceu o processo de licitação para a execução da obra, não conseguiu os recursos necessários junto ao BNDS para dar início à duplicação.

O dinheiro foi negado por conta do envolvimento da empresa em esquemas de corrupção apontados pela Operação Lava Jato, um dele inclusive apontava que a obra teria sido um acerto de campanha por conta de doações feitas pela empresa a uma das campanhas eleitorais ao governo do Estado. 

O valor seria de R$ 2 milhões que seriam pagos em quatro parcelas de R$ 500 mil, mas apenas um pagamento teria sido feito.  O dinheiro voltaria para a empresa através de contratos superfaturados de serviços de manutenção.

Em outubro de 2016 um acidente em Cafezal do Sul, que ainda não foi completamente esclarecido, matou 21 pessoas que viriam consultar em Umuarama. Elas estavam em um ônibus da prefeitura de Altônia que bateu de frente com um caminhão. Todas as vítimas morreram carbonizadas.

A história passa por um novo capítulo depois que a vice-governadora Cida Borghetti (PP) assumiu o governo do Paraná, em abril de 2017, época em que Beto Richa renunciou o mandato para concorrer ao Senado.

Uma licitação foi feita e a obra, depois de ter passado por dezenas de readequações sugeridas pelo Tribunal de Contas do estado do Paraná (TCE-PR), foi iniciada. Apesar do ritmo lento vem acontecendo e o prazo de entrega é de dez anos.

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