Vereadores preparam representação junto ao MP por conta de aditivo nas obras da Santos Dumont

Vereadores preparam representação junto ao MP por conta de aditivo nas obras da Santos Dumont


Os vereadores da bancada de oposição ao governo municipal na Câmara de Vereadores preparam uma representação contra a prefeitura de Umuarama por conta do aditivo de R$ 391.540,72 para as obras de reformulação da praça Santos Dumont, que deve chegar a quase R$ 2 milhões de reais.

O documento leva as assinaturas dos vereadores Jones Vivi (PTC), Ana Novais (PPL), Matheus Barreto (PPS) e do líder da bancada de oposição, Deybson Bitencurt (PDT) e deverá ser encaminhado ao Ministério Público em Umuarama (MP-PR).

Segundo o vereador Jones Vivi a representação pede, entre outras coisas, para que o órgão análise os recursos empenhados para a reforma da praça.

Nesta terça-feira (28) o vereador argumentou, durante entrevista ao Bianca News, que o dinheiro gasto na obra poderia ser melhor utilizados em saúde.

Ainda durante a entrevista o vereador destacou outras duas representações que estão sendo protocoladas junto ao MP e falou sobre a aprovação de um Projeto de Lei que acaba com o voto secreto na análise de vetos do Executivo e na eleição da mesa diretora, o que garante mais transparência na atividade parlamentar.

Reforma Santos Dumont

O valor inicial era de R$ 1.589.700, em recursos livres do município. O aditivo de R$ 391.540,72 , amplia o gasto para R$ 1.981.259,10. O prazo para o termino da obra também foi ampliado em mais 60 dias, com os 30 passados o atraso chega a 90 dias do prazo inicial.

O que diz a prefeitura

Em nota recente a Assessoria de Comunicação da prefeitura afirma que “A Prefeitura de Umuarama autorizou um aditivo de prazo e aporte financeiro ao contrato com a OSL Infraestrutura, para a reforma e modernização da Praça Santos Dumont. O termo aditivo já foi publicado no diário oficial do município, aditando ao contrato o valor de R$ 391,5 mil – passando o orçamento total da obra para R$ 1 milhão 981 mil. Outra cláusula do aditivo altera o prazo de execução do contrato, que foi ampliado de seis para nove meses.

A justificativa ao aditivo – além de atrasos por conta de períodos de chuva – foi o aumento no volume de serviços para atender exigências do Corpo de Bombeiros e obras não previstas.

Por se tratar de reforma em um logradouro público tão antigo, surgiram serviços adicionais à medida que as demolições avançaram, expondo situações e problemas que não poderiam ser previstos no projeto.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, Planejamento Urbano e Projetos Técnicos, para o bom funcionamento do equipamento público é essencial que todos os serviços necessários sejam realizados, para que a população possa usufruir de todos os recursos da nova Praça Santos Dumont”, finaliza a nota.

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