Governo deve apresentar vídeo que mostra projeto de duplicação da PR 323 no trecho urbano de Umuarama

Governo deve apresentar vídeo que mostra projeto de duplicação da PR 323 no trecho urbano de Umuarama


O governo do Estado deve apresentar nos próximos dias um vídeo que mostra como ficará os trechos urbanos da PR 323 que já estão com os projetos em processo de licitação.

Os trechos inicialmente anunciados compreendem os seguimentos entre o Posto Gauchão e a saída para Mariluz, em Umuarama, e um trecho urbano de Cianorte.

A informação foi dada na semana passada pelo secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Sandro Alex, durante reunião com representantes da Comissão da PR 323 em cafezal do Sul.

Segundo o presidente da Comissão, o engenheiro civil e ex-vice-prefeito de Umuarama, Sérgio Frederico, além da duplicação o vídeo que será apresentado em breve prevê também a construção de trincheiras, passarelas, viadutos e marginais no trecho urbano de Umuarama.

Em entrevista ao Bianca News nesta semana ele falou sobre as expectativas quanto à realização da licitação e o início das obras e voltou a cobrar mais empenho dos prefeitos da região para que a obra seja viabilizada.

Duplicação

A duplicação dos 207 quilômetros da rodovia entre Paiçandu e Francisco Alves é um sonho antigo e teve início ainda no ano passado.

Os primeiros 20 quilômetros estão sendo duplicados entre Paiçandu e Doutor Camargo.

Histórico

A duplicação da PR 323 entre Paiçandu e Francisco Alves, que passa pelos trechos urbanos de Umuarama, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, entre outras cidades importantes do Noroeste, era uma promessa de campanha do governador Beto Richa (PSDB) assinada em cartório em 2010.

O trecho de 220 quilômetros é a principal ligação com o estado de São Paulo além de uma rodovia de extrema importância para o transporte da produção agrícola do Sul do país em direção ao centro Oeste brasileiro.

Com um custo estimado em R$ 6 bilhões de reais ela seria realizada através de uma PPP (Parceria Publico Privada). O Estado até chegou a assegurar os recursos, mas a Odesbrecht, empresa que encabeçava o Consórcio ROTA 323, que venceu o processo de licitação para a execução da obra, não conseguiu os recursos necessários junto ao BNDS para dar início à duplicação.

O dinheiro foi negado por conta do envolvimento da empresa em esquemas de corrupção apontados pela Operação Lava Jato, um dele inclusive apontava que a obra teria sido um acerto de campanha por conta de doações feitas pela empresa a uma das campanhas eleitorais ao governo do Estado.

O valor seria de R$ 2 milhões que seriam pagos em quatro parcelas de R$ 500 mil, mas apenas um pagamento teria sido feito. O dinheiro voltaria para a empresa através de contratos superfaturados de serviços de manutenção.

Em outubro de 2016 um acidente em Cafezal do Sul, que ainda não foi completamente esclarecido, matou 21 pessoas que viriam consultar em Umuarama. Elas estavam em um ônibus da prefeitura de Altônia que bateu de frente com um caminhão. Todas as vítimas morreram carbonizadas.

A história passa por um novo capítulo depois que a vice-governadora Cida Borghetti (PP) assumiu o governo do Paraná, em abril de 2017, época em que Beto Richa renunciou o mandato para concorrer ao Senado.

Uma licitação foi feita e a obra, depois de ter passado por dezenas de readequações sugeridas pelo Tribunal de Contas do estado do Paraná (TCE-PR), foi iniciada. Apesar do ritmo lento vem acontecendo e o prazo de entrega é de dez anos.

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