Suplente de Nelli será convocado nesta segunda-feira

Suplente de Nelli será convocado nesta segunda-feira


Após analisar a defesa de Marcelo Nelli (Solidariedade), que havia sido protocolada na Casa no último dia 13, a mesa diretora decidiu, na semana passada, dar cumprimento à decisão da 2ª Vara Federal da Comarca de Umuarama e extinguir o mandato do então parlamentar.

A decisão, que já transitou em julgado e foi publicada em acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou o mandato de Nelli e suspendeu os direitos políticos do ex-vereador por três anos.

Agora com a vacância do cargo, a Câmara precisa dar posse ao suplente do vereador. Segundo a procuradora jurídica da Casa, Rosane Meyer, apesar de Nelli ter entrado com recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, o rito para a posse do suplente Antônio Comparssi de Melo (MDB) seguirá de forma normal.

Suplente

Antônio Comparssi é advogado e já foi vereador. Nas eleições de 2016 fez 1.449 votos, sendo o 9º mais votado, no entanto não conseguiu a vaga por conta da legenda de sua coligação.

Mandato cassado

Marcelo Nelli teve seu mandato extinto e os direitos políticos suspensos ao ser cassado depois de condenado em terceira instância por ter contratado Cristiano Derenusson Nelli, irmão do parlamentar, para a função de secretário-geral há época em que o vereador exerceu o cargo de presidente da Casa.

No mesmo período Cristiano estava lotado no gabinete do então deputado federal Osmar Serraglio (PMDB), em Brasília, por isso não poderia exercer função no poder legislativo em Umuarama.

O pedido para que a mesa diretora excluísse o mandato do vereador dando vacância ao cargo e posse ao suplente da coligação, foi protocolado no dia 17 pelo Diretório Municipal do Partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Nelli é o vereador que mais anos permaneceu no cargo. Ele estava no seu sétimo mandato. Também foi o vereador que mais vezes foi presidente da Câmara de Vereadores e, no meio político, é conhecido por sempre estar na situação, ou seja, nunca ir contrário a força política que está no poder, independente de quem seja eleito.

O ex-vereador entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, para tentar reassumir o cargo a partir de liminar judicial, entretanto segundo análises de juristas, dificilmente conseguirá liminar para reassumir o cargo público.

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