Saúde mobiliza instituições para reduzir a mortalidade infantil em Umuarama

Saúde mobiliza instituições para reduzir a mortalidade infantil em Umuarama

Umuarama - Por iniciativa da Secretaria da Saúde de Umuarama e com a presença do prefeito Celso Pozzobom, representantes de entidades e instituições de saúde da 12ª Regional de Saúde, Hospital Cemil, Maternidade Municipal de Umuarama, Norospar, Unimed Noroeste, Consórcio Intermunicipal de Saúde e Ministério Público se reuniram para discutir uma estratégia conjunta visando a redução do índice de mortalidade infantil no município.

O assunto foi tratado na manhã desta segunda-feira, 12, na sala de reuniões do gabinete do prefeito. A secretária da Saúde de Umuarama, Cecília Cividini, lembrou que desde o ano passado o município vem traçando estratégias para reduzir a mortalidade de recém-nascidos. “O índice preconizado pelo Estado é de um dígito, ou seja, um indicador menor de 10 para cada grupo de 1.000 crianças nascidas vivas. No ano passado, o indicador ficou em 13,85/1.000, ou seja, bem acima do tolerável pela Secretaria de Saúde”,informou a secretária.

Em 2017 o índice encontra-se em crescimento, “portanto o motivo da reunião foi envolver os vários gestores atuantes nesse processo, com a finalidade de reduzir a mortalidade infantil, melhorar a qualidade do pré-natal, parto e o puerpério, levando mais orientação e segurança para as futuras mamães e seus bebês”, acrescentou.

No ano passado, o Paraná registrou o menor índice de mortalidade infantil de sua história na saúde pública: 10,49 mortes de bebês a cada mil nascidos vivos. As regionais da Secretaria de Saúde em Paranavaí, Francisco Beltrão, Cianorte, Toledo, União da Vitória, Telêmaco Borba e Maringá apresentam índice de um dígito (menor que 10). Nos últimos anos, o Estado reduziu a mortalidade de recém-nascidos em 14% e a mortalidade materna caiu em 29%, comparado aos índices de 2010.

Ações propostas

Após muita discussão, foram propostas algumas iniciativas que ajudarão a atingir esse objetivo. Representantes de hospitais que realizam partos de pacientes por meio de convênio ou contratação particular sugeriram que no momento da internação seja solicitado o cartão de gestante para anexar ao prontuário hospitalar, melhorando a qualidade dos registros para posterior investigação em caso de óbito infantil.

Outra indicação foi ampliar as ações de orientação sexual e métodos contraceptivos nas escolas, a fim de evitar a gravidez na adolescência. “Também pretendemos oferecer treinamentos para os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), enfermeiros, médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) e obstetras, em relação aos cuidados e registro de informações sobre o pré-natal, com busca ativa e acompanhamento das gestantes”, acrescentou a secretária Cecília. Cada hospital deverá, ainda, estruturar o seu comitê de mortalidade materna e infantil para discussão dos casos e planejamento de medidas de prevenção.

“Também poderemos buscar experiências e ações de municípios e regiões que conseguiram baixar o índice, para avaliar e adotar práticas de acordo com a nossa realidade”, completou a secretária da Saúde. Além de Cecília e do prefeito Celso Pozzobom, participaram da reunião o promotor de Justiça, Marcos Antônio de Souza, a chefe da 12ª Regional de Saúde, Creagair Oliveira, e sua equipe, o coordenador do Cisa Amerios, Jorge Zanetti Pereira, representantes dos hospitais e da Unimed, além da Secretaria Municipal de Saúde.

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