Antes de pisar no Brasil, tecladista do Bon Jovi fala sobre prêmios e polêmicas

Antes de pisar no Brasil, tecladista do Bon Jovi fala sobre prêmios e polêmicas

Quem é fã de Bon Jovi desde os anos 1980, vai lembrar do clipe de Runaway, onde um tecladista que se assemelhava a um elfo saído do filme Senhor dos Anéis descia a mão no teclado. Com os cabelos encaracolados, David Bryan sempre foi a figuras mais discretas do Bon Jovi.

Amigo de infância do popstar Jon, Bryan faz parte da formação original do grupo formado em 1982, na cidade de New Jersey, Estados Unidos. No mês de setembro, Bryan e companhia estarão tocando no Rock in Rio no dia 22 de setembro e no SP Trip em São Paulo no dia seguinte. 

Hoje, à frente dos arranjos e dos vocais de apoio após a saída do guitarrista Richie Sambora, Bryan se mostra mais animado com seu novo papel na banda e no álbum mais recente, This House is Not for Sale, de 2016.

— Tenho muito orgulho do novo álbum. Foi minha ideia todos entrarem no estúdio ao mesmo tempo e trabalhar duro. Conseguimos ter novamente a energia de todos nós como grupo e você ouve essa energia nas músicas.

Além de ser um dos fundadores da banda que já vendeu mais de 130 milhões de discos em todo o mundo, o tecladista — que na época tinha apenas 21 anos — hoje faz sucesso na Broadway, em Nova York. Com o musical Memphis ganhou 4 Tony Awards, o Oscar do teatro norte-americano.

— Ganhei também um prêmio fora da Broadway com o musical Toxic AvengerMemphis está agora em Londres e nos próximos três anos tenho planos para compor a trilha de mais dois grandes musicais para entrarem em cartaz na Broadway. É uma felicidade poder sempre estar em lugares com pessoas tão inspiradas e sempre fazendo arte. 

Sobre a saída do guitarrista e parceiro de Jon, Richie Sambora, Bryan é seco. Vale lembrar que a dupla Jovi/Sambora criou hinos do rock dos anos 80 como Livi'n On a PrayerBorn To be My Baby e I'll be There for You.

 

— Nunca mais falei com Richie. Ele decidiu tomar um outro rumo para a vida, tanto pessoalmente como profissionalmente. Eu estou aqui, 100% para a banda. Não o estou julgando. Foi uma decisão dele, nem da banda nem minha. Ele estava com problemas pessoais e não quis mais estar conosco. Não temos como forçar ou segurar ninguém e não podemos obrigar a ele estar na banda. Ele tem de querer estar. Mesmo assim, Richie continua sendo um irmão para mim. Desejo sorte para ele.

Em 1989, quando esteve no Brasil pela primeira vez para o festival Hollywood Rock, o Bon Jovi estava prestes a passar por sua maior turbulência. A banda quase terminou quando a década de 1980 terminou. Felizmente para os fãs, Jon e companhia decidiram continuar e lançaram o sisudo Keep the Faith, em 1992.

— Foi a combinação do final dos anos 80 que quase implodiu a banda. Nós deixamos nossas casas em 1983 e voltamos só em 1990. O sucesso que tivemos e a quantidade de shows que fizemos foi quase inumano. Mas achávamos que sendo jovens e com 20 e poucos anos poderíamos fazer aquilo. Felizmente conseguimos superar aquela crise e acho que conseguimos nos dar bem nesses anos todos de carreira (risos)

SERVIÇO

SP Trip - Bon Jovi + The Kills
Allianz Parque - Rua Palestra Itália, 1800, Barra Funda, São Paulo
Dia 23 de setembro (sábado), a partir das 20h.

Deixe seu Comentário